8 Lições a Retirar de uma Fase de Exames Universitários

A 1ª fase de exames universitários está perto do fim em muitas das Faculdades portuguesas e há uma ocorrência de acontecimentos que tenho vindo a constatar durante os últimos quatro anos de exames que realizei.

Em quatro anos resolvi perto de 50 exames. Os exames de primeira fase, que são para passar e os exames de segunda fase que são para melhorar. Dos 50 exames que realizei em quatro anos, e tendo em conta o meu passado em termos escolares, como o secundário, básico, etc., posso concluir que o nosso sistema de ensino, mais concretamente o nosso sistema de avaliação, não é o mais correcto para criar profissionais.

De todos os exames que realizei na primeira fase (que foram perto de 99%), nunca senti o sabor do chumbo a nenhum deles. Na verdade, nunca chumbei a uma disciplina desde que entrei para a Faculdade. “Gabarolas” pensam vocês, mas na verdade o que estou a querer dizer é que o sucesso universitário está ao alcance de qualquer um. É fácil? Não, não é fácil. Há tempo para tudo? Não, durante uma época de exames não há tempo para tudo. É preciso ser o supra-sumo da inteligência? Não, a maioria das coisas não se resolvem com inteligência, mas sim com treino, persistência, empenho e paciência.

Depois deste semestre não irei voltar a realizar um exame universitário, pelo menos que eu esteja a pensar (não tenho intenções de tirar outra Licenciatura ou outro Mestrado). Porém, a experiência dos que realizei irá deixar-vos um conjunto de lições, umas para seguirem outras para matar alguns mitos, sobre as famosas épocas de exames.

1. O trabalho contínuo não te ajuda num exame. 

À primeira vista parece contraditório, quando te dizem que só trabalhando é que atinges bons resultados e depois te dizem que o trabalho não te vai ajudar.

Pensemos um pouco: um semestre é composto por cinco disciplinas, com cinco matérias e conteúdos independentes, qual delas a mais extensa e qual delas a que tem mais projectos. Das cinco disciplinas, tens pelo menos duas fases de projectos ao longo do semestre, o que significa que tens pelo menos dez fases de projectos para aproximadamente 14 semanas de aulas. Por muito que vás tentando estudar ao longo do semestre, um estudo eficaz é um estudo focado. Cinco disciplinas com cinco conteúdos extensos e diferentes, com pelo menos dez entregas de projectos mais umas quantas análises a papers científicos não te permitem um estudo focado e efectivo.

Aquilo que julgas ser um trabalho contínuo, na verdade, é uma calmaria para a tua consciência. Melhor, desses projectos muito poucos ou nenhuns contemplam ou cobrem as tuas necessidades das matérias para um exame. É prática vs. teórica, e a prática que aplicas raramente cobre mais de 20% da teórica que precisas para um exame.

Lição: O trabalho contínuo (em termos de projectos, não de estudo) compensa para concluíres uma disciplina com uma nota altíssima. Se realizares trabalho contínuo no capítulo prático (projectos) da disciplina, podes levar para exame, por exemplo, 18 valores na componente prática, que normalmente é 50% da nota final. Mas se pensas que vais chegar à fase de exames e estudar muito menos porque “fizeste um trabalho contínuo” desengana-te, não vai funcionar.

2. Procuram-se máquinas, não profissionais.

No meu primeiro ano de Licenciatura tinha cerca de três semanas entre o último dia de aulas e o primeiro exame. Os exames tinham, no mínimo, um espaçamento de dois ou três dias entre eles. Quatro anos depois, no meu primeiro ano de Mestrado, tive sete dias entre o último dia de aulas e o primeiro exame e tive quatro exames em menos de uma semana de aulas, dois no mesmo dia. Conclusão? É preciso técnicas para um estudo mais rápido e mais eficiente, porque actualmente procuram-se máquinas, não futuros profissionais. Se alguém tiver uma justificação melhor para esta diminuição de tempo entre exames ou conseguir descrever o objectivo destas mudanças, convido a deixar um comentário no final deste artigo. Mentaliza-te desde cedo que tens que chegar à fase de exames preparado para estares unicamente focado no estudo das matérias. Mentaliza-te que vais abdicar da diversão, dos amigos, das relações, de tudo.

Lição: O ponto número 8 deste artigo é uma boa lição para tornares a tua fase de exames eficaz. Não penses que será tarefa fácil mesmo que saibas de antemão alguns conteúdos, porque vais sempre precisar de os rever e essa revisão terá que ser feita com as outras disciplinas à mistura.

3. A persistência é a fórmula para o sucesso.

Posso dizer que a maior razão para a minha realização de todos os exames na primeira fase com sucesso foi a persistência. Persistência em quê? Em batalhar horas a fio na mesma matéria, não saltar por cima e ignorar, não deixar para amanhã o que posso estudar e saber hoje. Percebi tudo à primeira? Mentira, há coisas que nem à segunda ou à terceira. Saiu alguma coisa num exame que eu não tinha nada a dizer ou não sabia responder o mínimo que fosse? Não.

A persistência é fantástica, permite-te interiorizar coisas que julgavas não ser possível. Nos meus últimos cinco exames estudei conteúdos que reunidos devem ultrapassar as duas mil páginas de um livro, com matemáticas à mistura e alguns conteúdos práticos. A interiorização de todas estas matérias não se deveu nem à inteligência nem à habilidade, mas sim à persistência. Não é por acaso que se dá tanto valor à experiência e ao treino. Dá-se valor à experiência porque traz consigo horas e horas de persistência, horas a fio de ler, reler, experimentar, experimentar de novo, falhar e voltar a experimentar. É por isso que se dá tanto valor à experiência: resultado da persistência.

Lição: Nunca retires conclusões com base em potencial inteligência, nem julgues que “não tens cabecinha” para aquela matéria. Persistir e não virar a página traz bons resultados.

4. É tudo uma questão de vontade, não de inteligência.

Uma das melhores lições que retirei nos últimos quatro anos: é tudo uma questão de vontade, não de inteligência. É meia noite, andas às voltas com uma matéria e os teus colegas de estudo já se foram embora com a matéria sabida. É hora de ires para casa? Negativo. Muitos foram os dias que a hora de saída da Faculdade era às 4 da manhã, para umas horas de sono e no dia a seguir retomar o estudo às 8 da manhã.

Há pessoas que interiorizam conteúdos mais facilmente e mais rapidamente do que outras, mas isso não significa que são mais ou menos inteligentes. O que significa é que se elas foram capazes, então tudo também és capaz. Tudo o que tens que ter é vontade e força para encarar a situação, não desistir e dar tudo por tudo.

A força de vontade derrota os maiores desafios. Quantas foram as matérias que só percebi a uma hora do exame, altura que devia estar a relaxar e a concentrar-me para as duas horas e meia que se seguiriam. A vontade faz destas coisas, conseguires alguma coisa de útil mesmo depois de dois ou três dias em que só dormiste três ou quatro horas por noite.

Lição: Não te deixes vencer pela fraqueza e pelo cansaço. Faz da tua vontade a tua maior arma, não desarmes e luta sempre até ao último minuto. Se hoje não der para dormir, pensa que mais uns dias e tens todo o tempo do mundo para relaxar. A vontade é a tua força em movimento, é acreditares que é possível e que vais conseguir. O teu corpo reage ao teu pensamento e o teu corpo vai reagir à tua vontade.

5. O sucesso pode ser proporcional ao tempo despendido e à forma como o despendes.

Aproveitei sempre as horas de estudo para aprofundar e saber mais e melhor. Mesmo quando me sinto seguro que já sei isto ou aquilo, aproveito o tempo para ler e reler aquilo que julgo saber. O sucesso é proporcional ao tempo que perdes com as matérias. Se numa hora apreendes tudo sobre a matéria X, se lhe deres mais uma hora ficas a saber a mesma coisa a dobrar. Resultado: muitas vezes os problemas dos nossos estudantes são as respostas incompletas; ao dares mais tempo a algo que já sabes vai permitir que respondas a perguntas de forma completa e como os Professores querem porque deixa de haver razões para te cortarem cotações.

Outro aspecto que se encaixa neste ponto é a diversão. Nunca abdiquei de dar umas saídas à noite durante o semestre, aliás, o que eu faço mais durante o semestre é divertir-me numa esplanada, numas idas a uns bares com os amigos ou ler livros recreativos. Mas algo que sempre impus a mim mesmo é que durante uma fase de exames, a não ser que tenha tempo para dar e vender, não saio à noite nem dou prioridade à diversão. Mesmo que já saiba minimamente a matéria e tenha tempo que potencie uma saída, aproveito esse tempo para reler e cimentar o que já sei ou para ter uma noite descansada que me irá compensar na produtividade no dia seguinte.

Lição: Mesmo que já saibas determinada matéria, caso ainda tenhas tempo, dá uma revisão aprofundada para estruturares os tópicos e os conteúdos. Desta forma conseguirás responder não só mais rápido às perguntas do teu exame como ainda te permitirá ter respostas 100% correctas e não incompletas.

6. Nunca deixes nada em branco, tem sempre alguma coisa para dizer.

Essencial. Ter sempre algo a dizer vai resultar, na maioria dos casos, em pontos extra na nota final. Até hoje só me lembro de deixar uma questão em branco e sabia antes do exame que a ia deixar em branco. Em todos os outros exames deixar uma pergunta em branco não é opção.

Imaginem que te pedem para comparar A com B. A é uma matéria que sabes bem e B é uma matéria que não conseguiste estudar. Muito possivelmente a maioria dos estudantes irá deixar estar questão em branco porque não sabem comparar A com B, embora saibam o que é A. Muitas vezes fugir à pergunta é eficiente, mais que não seja porque te permite mostrar que pelo menos sabes metade do que te é pedido. Qual é a solução para este “problema”? Não compares A com B mas escreve tudo o que sabes sobre A. A tua resposta não será ignorada mesmo que não tenhas feito a comparação que te era pedida. Mostraste conhecimento, mostraste que estudaste e mostraste que não tiveste medo de arriscar.

Lição: Sempre que não saibas responder no sentido literal à questão que te é feita, responde aquilo que sabes sobre o conteúdo pedido na pergunta. Mostrar que sabes alguma coisa é sempre mais positivo do que mostrares que não sabes nada.

7. Não estudes sozinho, estuda em conjunto.

Foi a minha melhor acção nos últimos quatro anos: estudar em conjunto. Não houve um exame que fosse que estudasse sozinho, sem a companhia do meu grupo de amigos e colegas de Faculdade. Estou confiante em dizer que o meu e o nosso sucesso se deve muito ao nosso estudo em conjunto. Muitas vezes nem se trata de diálogo ou de acções em conjunto ou de paródia; muitas vezes trata-se de motivação, de sentires que não estás sozinho e que tens mais gente a lutar como tu.

Estudar em grupo traz resultados fantásticos em termos de motivação. Justificas a tua vontade na vontade que os outros também têm, justificas a tua persistência na persistência dos outros. Quando surge aquela dúvida ou aquele exercício que não consegues resolver é importante teres alguém que te ajude. O estudo em grupo tem estas vantagens, ajuda-te a manter focado e dá-te o papel de também motivares os outros.

Lição: Agarra no teu grupo de colegas de Faculdade, junta-os todos numa mesa e estudem em conjunto. Tirem dúvidas em conjunto, motivem-se em conjunto e criem uma vontade geral, que transpire esforço e persistência.

8. Prepara o teu material de estudo durante o semestre.

Criei este hábito desde o primeiro ano de Faculdade. Este hábito é o que eu chamo de trabalho contínuo e, sinceramente, na sua concepção não me traz conhecimento algum. A verdade é que ao longo do semestre foi realizando resumos e sebentas das matérias de todas as disciplinas, recorrendo aos slides das aulas (de onde tiro os tópicos) e completo com o grosso da matéria que vem nos livros.

Este ritual semestral permite-me chegar à fase de exames com a matéria toda que preciso de saber reunida num só espaço, organizada, aprofundada e explicada. Permite-me ter única e exclusivamente um conjunto de “livros”, um para cada disciplina, com toda a matéria explicada de forma clara e concisa, em português, com todos os esquemas e desenhos explicados, exemplos, etc.

Sem este material não teria conseguido metade daquilo que consegui. Primeiro porque é muito mais complicado estudar por slides que apenas nos dão tópicos sobre os conteúdos quando nos exames nos pedem respostas extensas e descritivas; segundo porque procurar conteúdos explicativos dos tópicos dos slides consome muito do precioso tempo que tens para estudar; e terceiro, porque te permite gerir melhor o teu tempo ao saberes que tens, de certeza, tudo o que precisas de saber preparado.

Lição: Não esperes pela fase de exames para preparar o teu material de estudo. Cria o teu material ao longo do semestre, e considera essa tua acção o teu trabalho contínuo. Cria sebentas sobre a matéria que vais ter que saber, acrescentando informação aos teus resumos no final de cada aula.

Estas são as 8 lições que aprendi nos últimos quatro anos de Faculdade e que não têm nenhuma intenção de me louvar. Exponho-as para dar a conhecer aquilo que considero ter sido a fórmula para seguir o caminho que percorri.

Neste final quero voltar a salientar o ponto 7 destas lições e quero dizer a todos os meus colegas de Faculdade que nós somos e fomos fantásticos, não por sermos mais ou menos inteligentes, mais ou menos capacitados. Somos fantásticos por nunca termos cedido! Acredito que o que me manteve a mim e a vocês acima da média foi o facto de nos termos conhecido e desde cedo iniciado esta nossa encruzilhada em conjunto. As horas a fio agarrados ao nosso espaço de estudo, as noites a fio a colocarmos perguntas e a respondermos uns aos outros, as suecadas para relaxar e as conversas sem qualquer sentido para nos manter despertos.

Quero também dizer aqueles que continuam na luta por um termino do curso que não desistam, mas que se não estão a conseguir não é por falta de inteligência mas sim porque estão a ceder cedo de mais. Abdiquem daquilo que mais gostam por uns dias, arregacem as mangas e percam todo o tempo que tenham a lutar por aquilo que vos poderá dar um futuro mais risonho.

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Hugo Sousa @
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4 comments

  1. Ruben

    Tens a tua opinião, e eu respeito-a. Sou do mesmo curso que tu. Sou do mesmo ano, e chumbei a algumas cadeiras, o que me fez perder um ano. Mas acho que neste 4 anos, apesar de não ter as notas que tens, nem estar a meio do mestrado, acho que sou feliz com a vida que levo. E nunca deixei de fazer aquilo que gosto. Falas de maquinas, mas pelos vistos, tu próprio eras uma maquina. O ser humano, para ser inteiramente feliz, não pode apenas ter trabalho. Repara, para teres as tais sebentas, tens de trabalhar durante o semestre. Ora, o única período que tens férias, é parte de Julho, Agosto e parte de Setembro. Só ai é que das liberdade ao corpo?? É por causa de mentes ambiciosas, é que o mundo esta com esta, pois cada um apenas luta para ter mais dinheiro que o outro, para ter a mulher mais bonita, para ter carros e casas. E se em vez disso, tentares lutar pela tua felicidade? A não ser que sejas feliz a estudar, devias pensar nisso.
    No entanto, considero que dás dicas importantes, e espero que consigas ter uma boa tese 🙂
    Cumprimentos.

  2. Caro Ruben,

    antes de mais louvo-te por teres comentado e por teres partilhado a tua opinião, foste dos poucos a comentar neste espaço.

    Para te esclarecer um pouco sobre o trabalho que realizo ao longo do semestre, eu não frequento aulas teóricas por exemplo. Aproveito o meu “tempo de trabalho”, onde deveria estar em aulas para realizar o meu trabalho pendente, desde projectos a resumos. Os resumos de uma aula é algo que se faz em duas horas de trabalho, trabalho este que realizo todo o semestre. Durante um semestre eu não estudo, não faço aquilo a que chamam de estudar. Durante um semestre também não passo um fim de semana sem sair, sem ver o meu clube a jogar à bola, sem eu próprio jogar à bola (faço-o duas vezes por semana), raros são os dias que não vou beber café com amigos e poucos são os dias que não vejo um conjunto de episódios de uma série. Como vês, passo 4 meses da minha vida a divertir-me e a fazer o que mais gosto ao mesmo tempo que tenho projectos de Faculdade para fazer. O que não estás a captar é que em vez de estar 3 horas no café estou apenas uma, em vez de ir sair das 22h da noite às 5h da manhã vou das 22h às 2h da manhã. Isto impede-me de divertir? Longe disso! Ainda tenho tempo para escrever artigos para este espaço, estar envolvido em mais dois projectos paralelos e disponibilizo-me para ajudar quem quiser! Tenho tempo para tudo. O que eu esclareci quanto ao tempo é que durante a fase de exames, que no meu caso foram duas semanas, eu não sai nem me dei liberdade para o fazer. Se tivesse 1 mês para fazeres todos os exames, acredita que teria saído. Ah, e mais importante do que isso, a estudar também me divirto. Eu e todos os que estudam comigo. Fazer pausas no estudo é importante!

    Relativamente a férias… achas que ter Julho, Agosto e Setembro de férias é sensato? 3 meses de férias? Para fazeres o mesmo que podes fazer durante um semestre mas em tempo ilimitado? Então e o teu contributo para a sociedade? E o teu contributo para ti próprio? Eu pelo menos não me sinto minimamente realizado se não estiver a fazer alguma coisa que me permita mostrar a mim mesmo que estou a criar, a desenvolver, a ser útil.

    Relativamente às mentes ambiciosas, eu sempre lutei para que os meus colegas também tivessem sucesso. As sebentas que EU realizo durante o semestre partilho com os meus colegas com todo o agrado, porque não quero ser o melhor, quero que sejamos todos os melhores. Estou constantemente disponível para tirar dúvidas se souber responder. Estás a confundir ambição com ganância. São duas coisas bem diferentes. A ambição é o que te permite avançar, não ficar estagnado! Todos deviam ter ambição. É a ambição que te permite lutares pela tua felicidade, precisamente. Qual é o mal de quereres um carro bom? Uma casa grande? São as tuas recompensas pelo teu esforço. Se o conseguires com dignidade tens todo o direito de o fazeres. Está longe do meu conceito de ambição atropelar os outros, roubar aos outros ou tirar mérito aos outros. Precisamos de um mérito conjunto!

    A minha felicidade já está a acontecer e vai acontecer sempre que eu quiser. Porquê? Por cada vez mais me permito fazer o que gosto.

    Espero ter esclarecido que para teres sucesso não tens que respirar trabalho. Para teres sucesso podes consegui-lo sendo simplesmente feliz, porque ser feliz significa fazeres o que gostas. Confio que quem faz o que gosta vai acabar por ter sucesso.

  3. Gonçalo Barata

    Acho que este post aborda todas as questoes de um estudante universitario, pois conheco pessoas que fazem quase todas as licoes que estao aqui descritas e tem o mesmo resultado que o hugo.
    Respectivamente ao assunto da maquina nao concordo inteiramente com o ruben, ser universitario pode ser considerado como um emprego, quando se entra para o mercado de trabalho tambem so tens um mes de ferias e trabalhar cerca de 8 horas por dia ou mais, entao porque tambem nao estudar 8 horas ou mais na universidade e descansar so um mes? Tal como no trabalho na universidade vais ser recompensado com o esforco que foi empenhado durando o semestre todo.

    Cumprimentos Gonçalo

    PS: Parabens pelo blog artigos bastante intressantes e uteis.

  4. Caro Gonçalo,

    obrigado pelo teu comentário e ficamos contentes pela opinião positiva e utilidade que os nossos artigos têm dado.

    A minha interpretação do comentário do Rúben vai ao encontro de uma perspectiva mais radical que devemos ter nas nossas vidas, ou seja, a procura inesgotável pela nossa felicidade. Eu concordo que devemos ser felizes e que devemos procurar constantemente este estado de espírito, mas na minha opinião (e é aqui que vou em sentido oposto à opinião válida do Rúben), sermos úteis e criarmos movimento e acção ao trabalhar é uma maneira de atingirmos a felicidade e a nossa própria realização.

    As minhas “lições” reforçam algumas ideias que já todos tínhamos em relação ao processo que poderá levar a um óptimo desempenho universitário, mas também serviram para deitar por terra alguns mitos que se foram criando em torno da “dificuldade” de um curso universitário, tal como o trabalho contínuo.

    Temos que dar os parabéns aos dois por terem participado com a vossa opinião e façam-no sempre que tenham alguma coisa a dizer, quer a favor quer contra.

    Cumprimentos,
    Hugo Sousa

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